LOST IN Marrocos | Marraquexe #4

Todos os países têm os seus hábitos, religiões e crenças. Por vezes o choque cultural pode ser enorme e para um turista que não esteja minimamente informado alguns destes costumes podem ser bizarros. Foi isso que me aconteceu!


  • A festa do Cordeiro (Fête du Mouton)

Ainda no avião para Marraquexe fui à conversa com outro português que me perguntou se eu iria para a “festa do carneiro” (“aquilo é tão importante como a passagem de ano! É grande festa!”, dizia o português…). Então o que é a tal festa? Dois meses e 10 dias após o final do Ramadão, celebra-se a Festa do Cordeiro (Fête du Mouton), onde as famílias se reúnem e é tradição a morte de um cordeiro/carneiro para servir de refeição nesses dias. [Bem, agora já começava a entender a quantidade de ovelhas que eram transportadas pela cidade de mota (sim, de mota!), de táxi (não, não estou a alucinar!), pela mão, em carrinhas…]. As cerimónias têm início bem cedo, com uma missa em que toda a população vai vestida de túnica (ou burca), acompanhados pelo “tapete” para a reza. No final da manhã é feito o “sacrifício” e depois começam os festejos. O dia é mesmo muito importante e todos os comércios fecham (incluindo os souks!). No dia seguinte, por toda a cidade, há peles junto aos contentores (cheiro indescritível!) ou então, há quem faça comércio (como não poderia deixar de ser!).

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Pelos vistos o cordeiro é um animal cheio de simbolismo, que se considera ser portador de “boa sorte”. Assim, é habitual o seu sacrifício sempre que há um acontecimento importante numa família (gravidez, inauguração de um negócio…) como forma de abençoar e trazer fortuna. No caso de esse acontecimento estar ligado a um espaço físico, é importante que a morte seja nesse local e o sangue espalhado pelo terreno.


  • Apontamento final sobre Marraquexe

Marraquexe, também conhecida como a cidade vermelha, é uma cidade exótica que fascina sobretudo pelas cores, cheiros, pessoas e arquitetura. Repleta de palmeiras e com as montanhas do Atlas como pano de fundo, Marraquexe é uma cidade de contrates separados por uma muralha. Se, por dentro da muralha existe o centro histórico da cidade, os souks, construções velhas e degradadas, ruas estreitas e sinuosas, por foram brotam os resorts, avenidas luxuosas e infraestruturas que nos transportam para uma cidade extremamente turística. Nas ruas circulam carroças, táxis para sete pessoas (sim, quatro passageiros no banco de trás e dois no da frente!), pessoas a falar ao telemóvel enquanto andam de mota ou a ter conversas com o condutor da mota ao lado em pleno movimento, gado… o trânsito é um caos mas é algo tão diferente do que estamos habituados que torna este local encantador e deixa vontade de voltar a visitar.

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E assim termina esta passagem por Marraquexe! A viagem continua por outras paragens marroquinas! 😉

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